OBESIDADE: Por que faz parte do grupo de risco para COVID-19?

Sempre incentivo os pacientes a tratarem a obesidade como uma doença séria, mais do que o simples emagrecer pela estética. Quem não sabe que estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver diabetes, hipertensão, com subsequente aumento no risco de doenças cardiovasculares, aumento de gordura no fígado e cirrose, doenças ortopédicas, cânceres, entre tantos outros?⠀Não bastasse tudo isso, agora surge o COVID-19, que nos indivíduos com obesidade pode evoluir de maneira mais grave.⠀Dados epidemiológicos recentes dos EUA afirmam que cerca de 25% das mortes por COVID-19 foram em pacientes obesos. Provavelmente é o principal fator de risco para óbito entre os mais jovens. Por que estar muito acima do peso pode ser fatal em uma infecção por COVID-19? ???? O excesso de gordura abdominal, região torácica e pescoço, leva a uma maior resistência a entrada e saída de ar dos pulmões e, quando esse órgão está infectado e inflamado, o doentepode rapidamente evoluir para um quadro de grave insuficiência respiratória. Infelizmente esses pacientes não costumam responder bem a ventilação mecânica⠀???? Apresentam maior risco de tromboembolismo pulmonar durante a infecção por COVID-19, que interrompe a passagem de sangue em parte dos pulmões;⠀???? Como dissemos no início, obesos costumam apresentar também hipertensão arterial e diabetes, que são doenças já reconhecidas pelo maior risco de piora da infecção;⠀???? As células adiposas produzem substâncias inflamatórias semelhantes as células do sistema imunológico, provocando uma reação exagerada do organismo contra a infecção pelo COVID- 19. Essa verdadeira “tempestade inflamatória” acaba por agredir violentamente o próprio corpo, resultando em danos gravíssimos aos pulmões e provavelmente também ao sistema nervoso, digestivo e cardiovascular.⠀Portanto, eu insisto a todos que necessitam perder peso: não percam o foco e a motivação na quarentena! Busquem ajuda, não desistam, pois isso pode fazer toda a diferença em sua vida!

O que é o método PronoKal para perda de peso?

O método ou dieta PronoKal surgiu na Espanha e hoje está presente em 17 países, incluindo Brasil. Faz parte de um grupo de dietas a base de proteína de muito baixa caloria (ou VLCD do inglês very low calorie diet, que compreende dietas com menos de 1000 kcal/dia). Nessa dieta são utilizados substitutos alimentares feitos com proteína de alto valor biológico em todas as refeições em um primeiro momento e retorno gradual de carboidratos e outros grupos alimentares após um determinado período de maior perda de peso. O método PronoKal é igual a outras dietas low carb conhecidas? Tal método não deve ser confundido com algumas dietas populares ricas em proteínas como Dukan e Atkins, em que simplesmente há a retirada completa e temporária de carboidratos e substituição por refeições ricas em proteínas animais como carnes, ovos e queijos, de maneira irrestrita e sem uma adequada compensação de outros nutrientes encontrados em frutas, legumes e outros carboidratos que deixarão de ser consumidos. Na dieta PronoKal o substituto alimentar é elaborado de forma a ter quantidades balanceadas de proteína animal e vegetal, o que o torna mais completo e saudável, além de ser obrigatório o consumo abundante de verduras e água. Há também um protocolo de reposição de vitaminas e minerais, evitando-se dessa maneira o desenvolvimento de carências nutricionais e suas complicações, muito comum em dietas de muito baixa caloria. E o que são exatamente esses substitutos alimentares proteinados? São preparações na sua maioria em pó que podem ser facilmente transformados em uma grande variedade de produtos como panquecas, pães, bolos, sucos, massas, mousses, etc, bastante semelhante ao alimento original, porém feito de proteínas de alto valor biológico e de baixa caloria. Essa é uma outra grande vantagem em comparação às dietas populares ricas em proteínas, que são monótonas pois praticamente só permitem o consumo de alimentos de origem animal, o que torna o método PronoKal de mais fácil adesão e manutenção. Como ocorre a perda de peso no método PronoKal? Como nas outras dietas low carb, a perda de peso ocorre por um processo chamado de cetose, em que a redução drástica no consumo de carboidratos promove uma queda intensa dos níveis de insulina no sangue. Essa diminuição da insulina é interpretada pelo organismo como um estado de jejum, o que ativará uma enzima chamada lipase, responsável pela liberação intensa das reservas de gordura, levando à perda de peso. Pelo fato das proteínas e fibras vegetais promoverem saciedade e o aumento dos níveis de cetona (fonte energética procedente da gordura liberada, a qual substitui os carboidratos) diminuir o apetite, praticamente não há aumento na sensação de fome ao longo das etapas da dieta, exceto nos 3 primeiros dias de adaptação fisiológica para o jejum de carboidratos. O método PronoKal é dividido em 2 fases que possuem subfases: a primeira é a fase ativa, onde somente é permitido o consumo dos substitutos alimentares, alguns tipos de vegetais e de carnes magras, além de líquidos sem açúcar e é esperado que a pessoa elimine 80% do peso-meta em um ritmo de 1,5 kg a 3 kg por semana, geralmente essa fase demora de 1 a 2 meses para ser concluída. A segunda fase é a de readaptação fisiológica, onde aos poucos os outros grupos alimentares são reintroduzidos no lugar dos substitutos de proteína, perde-se nessa etapa os 20% de peso restantes e a duração média é de 2 a 3 meses. Qual a perda de peso esperada e há contra-indicações? Com relação a eficácia, os resultados observados no estudo Ceto PNK publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabology em junho de 2016 foram bastante animadores, mostrando uma perda média de 20,2 (+- 4,5) kg após 4 meses de dieta e desses, cerca de 17 kg correspondem à perda de massa gorda, proporcionalmente muito maior do que a perda de massa magra, considerada discreta nesse caso. Importante destacar que a diminuição de peso ocorreu sem o uso de medicamentos para obesidade. Apesar do método ser realmente eficaz e seguro para perda de peso, existem alguns cuidados necessários para o sucesso do tratamento. O primeiro é que, enquanto o paciente está seguindo essa dieta, nenhum outro tipo de alimento além do prescrito deverá ser consumido, sob o risco de se interromper o processo de cetose. Caso isso ocorra haverá aumento de apetite e parada da perda de peso, o que significa que não há possibilidades, por exemplo, de uma pausa na dieta para alguma guloseima do nosso dia-a-dia. É necessário muita disciplina! Outra exigência é a necessidade de se ingerir vários comprimidos de sódio, potássio, magnésio, cálcio, vitaminas e ômega 3 e 6 em diferentes horários do dia para suprir as deficiências desses elementos que estarão em falta na dieta. Muitos pacientes podem sentir algum desconforto gástrico ou náuseas pelo excesso de comprimidos, que podem ser aliviados com o uso de medicações sintomáticas. Caso a pessoa esqueça de tomar os suplementos regularmente, poderá apresentar sintomas como câimbras, fraqueza muscular, tonturas, etc. O método não é indicado para portadores de insuficiência renal, hepática, cardíaca, que estejam em tratamento de câncer, utilizando medicamentos imunossupressores ou para portadores de doenças psiquiátricas graves. Para finalizar, o método PronoKal, por conta de todos esses detalhes, somente poderá ser prescrito por médico habilitado no método e acompanhado por nutricionista igualmente capacitado. Portanto, sua venda não é livre ao público. Como em todas as dietas, não existe uma que sirva a todos, mas sem dúvida o método PronoKal pode ser uma opção interessante a ser considerada para muitas pessoas.

Parou de emagrecer? Pode ter relação com atividade física

Muitas pessoas que estão tentando emagrecer até começam indo bem seguindo um programa de reeducação alimentar, atividades físicas e, eventualmente, uso de medicamentos contra a obesidade. Nos primeiros meses tudo certo, a empolgação é alta e parece que o peso ideal será atingido rapidamente, mas eis que normalmente lá pelo 3º, 4º, 6º mês de tratamento o peso simplesmente “estaciona” e parece que não há nada que faça voltar àquele ritmo inicial de emagrecimento. Tenta-se reduzir mais as calorias, diminuir o carboidrato, ajustar medicação, daí ocorre uma aceleração discreta na perda de peso para logo depois o peso simplesmente empacar de novo. O que pode estar acontecendo? Uma das possibilidades é que você pode não estar dando a devida atenção à atividade física. Durante o processo de emagrecimento, muitas pessoas ainda não tem um condicionamento físico bem desenvolvido e começam a fazer atividades físicas mais leves e sem carga, como caminhadas, por exemplo, e isso é ótimo pois os benefícios dos exercícios para a saúde como um todo são inquestionáveis. A atividade física precisa evoluir se quiser emagrecer de fato O problema é que muitos não irão evoluir em seus treinos e permanecerão na mesma rotina de exercícios por vários meses, continuarão naquele mesmo ritmo de caminhada lenta de 30 minutos de 3 a 4 vezes por semana, não iniciarão um treino de musculação para preparar o corpo para um trote, uma corrida leve, uma pedalada mais longa, ou ainda pior, depois da empolgação inicial e uma relativa perda de peso inicial se acomodam e reduzem o ritmo de exercício colocando outras prioridades a frente dos treinos. É importante destacar que quanto mais peso perdemos mais lento tende a ficar nosso metabolismo. O corpo entende que está faltando energia e passa a “quebrar” as proteínas musculares para repor essa energia. Como o músculo é como um motor de nosso organismo, quanto mais massa muscular perdemos menos calorias iremos queimar. Esse processo de perda de massa muscular durante o emagrecimento é normal e pode ser compensado em boa parte com aumento de treino tanto de musculação quanto do aeróbico. O ideal para quem quer perder peso é realizar no mínimo de 240 a 300 minutos de exercício físico por semana. Obviamente nem todo mundo terá preparo físico e tempo para logo de início começar dessa forma, mas o importante é buscar essa meta conforme o tempo de cada um e acompanhamento de um profissional em educação física. O correto é a cada 8 a 12 semanas em média reavaliarmos o programa de atividades físicas e, sempre que possível, intensificar o volume e intensidade de treinamento. Troca de massa gorda por massa magra Outra possibilidade para o peso não se mexer na balança é a troca de massa gorda por massa muscular, principalmente naqueles em que predominam os treinos resistivos. Até aí não há problemas, principalmente se sua intenção é hipertrofia e definição muscular. Nesse caso o peso deixa de ser tão importante e passamos a adotar outros parâmetros para saber se o objetivo de perder massa gorda está sendo atingida, como medida de circunferência abdominal, prega cutânea e através de exames como a bioimpedanciometria ou a análise de composição corporal por aparelho de densitometria, esses últimos irão fornecer dados mais exatos de percentual de gordura corporal, água e massa magra, de onde se obtém a massa muscular. Sempre digo aos meus pacientes: atividade física é para sempre, quanto mais velho ficamos maior será nossa obrigação de nos mantermos ativos. Dificilmente alguém que é sedentário ou que permanece fazendo pouca atividade física atingirá seus objetivos de peso ou mesmo conseguirá sustentar o que foi perdido. É até possível em curto prazo perder alguns quilinhos, mas em médio e longo prazo a falta dos exercícios será cobrada.

Sensor de glicose subcutâneo: avanço no controle do diabetes

Se perguntar a um paciente diabético quais os principais motivos de aborrecimento e limitação de sua doença é quase certo que as medidas de glicose através de picadas de pontas de dedos serão muito lembradas. Além de dolorosas, elas não são práticas pois exigem necessidade de limpeza frequente dos dedos, local apropriado para descarte de material perfurante e para que se tenha uma noção mais exata de como a glicemia se comporta durante um período de 24h são necessárias várias picadas, no mínimo de 4 a 7 ao dia. Desta forma, o lançamento de sensores de glicose que medem o açúcar quase que constantemente e de forma imediata, não necessitando de picadas constantes é visto com enorme desejo por pacientes e médicos que tratam de diabetes, pois praticamente dispensam as famigeradas pontas de dedos, o que se traduz em grande comodidade e maior adesão ao auto monitoramento da glicose, fundamental para o bom controle da doença. Como funciona o sensor de glicose? O primeiro sensor de glicose disponível ao público no país é o Sistema Flash, cujo nome comercial é Freestyle Libre®. Ele tem o formato e tamanho aproximado de uma moeda de 1 real e permanece colado sobre a pele da parte posterior de um dos braços. No centro do sensor sai um filamento que atravessa a pele e entra em contato direto com o líquido do tecido subcutâneo, realizando em tempo real as medidas de glicose desse fluido. Esse filamento que faz parte do sensor é inserido através da pele por meio de um introdutor com agulha e lá permanecerá por 2 semanas realizando medidas de glicose, após esse período deve ser trocado o sensor. Ele é a prova de água, não havendo necessidade de se retirar para banho de chuveiro ou piscina, por exemplo. Para se saber o valor de glicose naquele momento é muito simples: basta passar o glicosímetro próprio em frente ao sensor e o valor aparecerá imediatamente na tela do aparelho. Outra grande vantagem do uso do sensor de glicose é que por estar em contínuo contato com o líquido subcutâneo, ele realiza medidas praticamente contínuas de glicose. Mais precisamente é capaz de armazenar automaticamente 1 medida a cada 15 minutos por até 8 horas seguidas. Cada vez que se passa o aparelho de glicosímetro em frente ao sensor, os dados armazenados desde a última leitura são transmitidos, liberando-se memória do sensor para até outras 8 horas de registro. Para facilitar o entendimento de tamanho número de dados, ao se baixar os dados do glicosímetro no computador o programa constrói gráficos com curvas de picos e quedas de glicemia ao longo das 24 horas, mostrando exatamente os pontos críticos do controle de glicose que devem ser corrigidos. Em comparação aos exames de pontas de dedos, muito mais medidas de glicose são obtidas, incluindo medidas automáticas de horários em que usualmente não são registrados, como de madrugada por exemplo, o que permite um controle do diabetes e do manejo de medicamentos muito mais preciso, principalmente para os insulino-dependentes. Todos os portadores de diabetes podem utilizar o sensor de glicose? Ainda existem limitações ao seu uso. Pacientes internados ou em situações clínicas que ocorre inchaço (edema) no local de implante do sensor, como em portadores de insuficiência cardíaca, cirrose hepática, insuficiência renal, etc, seu uso não é recomendado o pois os dados coletados podem apresentar falhas de medida. O uso em gestantes com diabetes ainda não foi registrado em bula no Brasil, embora já esteja liberado em vários países da Europa. É necessário nas primeiras 24 horas de uso a realização de algumas medidas de glicose por ponta de dedo para se checar se a calibragem do sensor está correta pois é comum nas primeiras horas haver diferenças de medidas. Além disso seu custo, embora não exorbitante se comparado ao custo das tiras reagentes de pontas de dedos, ainda é considerado elevado para maior parte da população brasileira. De qualquer forma a possibilidade de se obter um controle de glicose muito mais bem detalhado e praticamente sem necessidade de picadas constantes de pontas de dedos é, sem sombra de dúvidas, uma revolução no tratamento do diabetes e já está mudando a visão de que ter um controle de glicose adequado, principalmente nos usuários de insulina, é algo praticamente impossível de ser atingido. Ainda há muito o que evoluir no controle e tratamento do diabetes mas essa nova ferramenta, bem como outros sensores de glicose que estão a caminho, trazem alívio e esperança aos diabéticos, seus familiares e profissionais de saúde que lidam com essa doença complicada no dia-a-dia.

Vacinas indicadas para portadores de diabetes

Muitos já devem saber que os portadores de diabetes possuem um maior risco de contrair doenças infecciosas por ser parte de um grupo de pessoas com diminuição da imunidade, em especial aqueles com níveis de glicose no sangue mal controlados. Certas doenças se manifestam de maneira mais comum e mais grave nessa população, como gripes, pneumonias, infecções urinárias, meningites, etc. Uma das maneiras de se prevenir o contágio por algumas doenças infecciosas é através da vacinação específica para diabéticos que deve ser adicionada ao já tradicional calendário vacinal de crianças e adultos. Quais as vacinas estão indicadas para quem tem diabetes? As recomendações abaixo estão embasadas nas últimas diretrizes da Sociedade Brasileira de Imunização, para maiores detalhes acesse o link sbim.org.br: 1- Herpes Zoster: popularmente conhecida como “cobreiro”, trata-se da reativação do vírus da catapora (varicela) que provoca lesões bolhosas na pele, na maior parte das vezes em forma de faixa, pois se manifesta sobre determinados ramos nervosos que correspondem ao local onde surgem essas lesões, podendo acometer várias partes do corpo, como pele do abdome, tórax, pernas, ouvidos, etc. Ocorre mais comumente em diabéticos e o quadro é extremamente doloroso e incapacitante, podendo levar vários meses para a sensação de dor desaparecer e quase sempre é necessário o uso de potentes analgésicos. Além disso, o próprio quadro do herpes zoster pode levar a descompensação dos níveis de glicose no sangue e, embora não seja tão comum, alguns pacientes podem desenvolver gravíssimos quadros de menigoencefalite herpética, potencialmente fatal. Recomenda-se essa vacina para diabéticos a partir dos 50 anos de idade. 2- Influenza A e B: é conhecida como vacina da gripe e imuniza contra vários subtipos de vírus, incluindo espécies mais agressivas do tipo A H1N1, associada a maior incidência de internações hospitalares, graves quadros de insuficiência respiratória e até mesmo óbito. Os diabéticos são especialmente suscetíveis a contrair quadros gripais e existe ainda um outro agravante pouco discutido: há dados que demonstram um aumento no risco de infarto agudo do miocárdio em portadores de diabetes em cerca de 18% durante os episódios gripais. A vacina deve ser aplicada anualmente no outono em todos os diabéticos exceto naqueles menores de 6 meses de vida. 3- Pneumocócica: portadores de diabetes também apresentam maior risco de desenvolver graves quadros de pneumonia, principalmente idosos. A imunização é contra a bactéria pneumococo que é o principal agente causador de pneumonias na população adulta e não inclui outras bactérias, além de oferecer proteção contra meningite por esse tipo de bactéria. O recomendável é associar a vacina conjugada com a vacina polissacarídica 23 valente, esta última aplicada dois meses após a conjugada. Indicada para todos os diabéticos, principalmente naqueles acima dos 65 anos de idade. 4- Hepatite B:  a incidência de hepatite pelo vírus B é maior em diabéticos e especial cuidado deve-se ter aqueles que trabalham com materiais potencialmente contaminados com sangue e secreções, como enfermeiros, dentistas, auxiliares de limpeza de estabelecimentos de saúde, médicos, cuidadores, doulas, etc. Periodicamente é recomendável a dosagem do anticorpo contra o vírus da Hepatite B no sangue (Anti HBs) para sabermos se a imunização ainda é efetiva ou é necessário novo reforço vacinal. Importante frisar que nem todas essas vacinas estão disponíveis na rede pública de saúde. E a vacina contra febre amarela? Pode ser dada em portadores de diabetes? A vacina para febre amarela é permitida para diabéticos desde que o mesmo apresente níveis de glicemia controlados e não estejam em tratamento de qualquer outra doença ou situação que possa diminuir a imunidade, como quimioterápicos para câncer, imunossupressores para transplantados e no tratamento de diversas doenças (ex: corticóides em altas dosagens e outros imunossupressores para o tratamento lupus, artrite reumatóide, asma, esclerose múltipla, etc), paciente internados gravemente enfermos, entre outros.

Diabetes: benefícios do consumo de iogurte

Um interessante estudo de autoria do Dr. Frank Hu, professor de nutrição da Harvard School of Public Health mostrou um leve, porém consistente, benefício na redução do risco de desenvolver diabetes naqueles que consumiram 1 copo de iogurte diário. De acordo com o autor, o consumo regular deste alimento levou a diminuição de 17% no risco de desenvolver diabetes. O estudo do tipo metanálise, reuniu diferentes ensaios populações, totalizando 460.000 pessoas, portanto um número bastante significativo de indivíduos. Durante o período de seguimento, 36.000 pessoas desenvolveram diabetes. Comparando os grupos de indivíduos que se tornaram diabéticos com o daqueles que conseguiram prevenir o desenvolvimento da doença, verificou-se que uma das características desse último era o consumo diário de uma medida de iogurte. De que maneira o iogurte preveniria o desenvolvimento do diabetes? O mecanismo exato pelo qual o iogurte atuou positivamente ainda é desconhecido, mas especula-se que a presença de probióticos, que são as conhecidas bactérias “do bem” como bifidobactérias e lactobacilos, através de um efeito competitivo contra as bactérias “ruins” que colonizam o intestino de pessoas predispostas a desenvolver diabetes, atuariam diminuindo a produção de substâncias inflamatórias procedentes do intestino que promovem resistência à insulina, ou seja, permitem que a ação deste hormônio, responsável por manter os níveis de açúcar no sangue controlados, seja mais eficaz. Além disso, parece haver uma diminuição na permeabilidade do intestino a absorção de açúcares, dificultando sua entrada na corrente sanguínea, o que também é desejável na prevenção do diabetes. De acordo com o estudo não houve diferença significativa com relação aos diferentes tipos de iogurte, seja do tipo grego, integral ou desnatado (recomenda-se, entretanto, iogurtes com baixo teor de açúcar) e, possivelmente, outros alimentos que possuam características semelhantes, como leite fermentado, queijos ou fórmulas dietéticas contendo probióticos devam apresentar um efeito parecido, mas são necessários mais estudos específicos. Seria então o iogurte um alimento “milagroso” para portadores de diabetes ou para quem quer prevenir essa doença? Obviamente o efeito do iogurte na dieta não é mágico! Em ambos os grupos estudados, para que a comparação do efeito desta sobremesa ficasse evidente, era necessário que todos os pacientes estivessem seguindo um intenso programa de reeducação alimentar e atividades físicas. O consumo desse produto deve ser diário e constante para que seu benefício apareça. De qualquer forma, essa é uma boa notícia para quem sofre de diabetes e vê seu cardápio cada vez mais restrito ou mesmo para aqueles que desejam ter uma alimentação mais saudável e com menor risco de desenvolver essa doença, bem como suas complicações, além de ser muito saboroso! Gostou deste artigo? Clique aqui e receba mais informações e dicas de saúde em endocrinologia.

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