Previna o diabetes com alimentos integrais, vegetais e frutas
Para prevenir e combater o diabetes não basta apenas medicamentos, seguir uma dieta saudável e balanceada é tão importante quanto. E quais alimentos são essenciais para termos um maior sucesso em evitar o diabetes? Nesse mês de julho, dois novos artigos publicados no British Medical Journal vieram a reforçar a recomendação de se consumir mais alimentos integrais, vegetais e frutas com o intuito de prevenir o diabetes. Isso pode até parecer meio óbvio para muitos, mas será que temos a real noção da força que esses alimentos possuem? O primeiro estudo analisou o efeito dos alimentos integrais. Foram acompanhadas 200.000 pessoas durante 24 anos e o resultado foi que aqueles que consumiram mais esse tipo de alimento, correspondente a uma ou mais porções ao dia, tiveram um risco 29% menor de desenvolver diabetes comparado ao grupo que raramente consumia os integrais, no caso uma porção ou menos ao mês. Os alimentos integrais que mostraram benefícios nesse estudo foram os cereais integrais, pão preto, farinha de aveia, farelos, gérmen de trigo e arroz integralJá o outro estudo mostrou que as pessoas que apresentavam no sangue maiores níveis de vitamina C e carotenoides tinham um menor risco de desenvolver diabetes. Após excluir do estudo aqueles que aumentaram os níveis dessas vitaminas por meio de suplementos, verificou-se que altos níveis de vitamina C e carotenoides eram obtidos por meio do maior consumo de frutas e vegetais, respectivamenteConsumir pelo menos 66g de vegetais e frutas ao dia reduziu em 25% o risco de desenvolver diabetes, independente de outros fatores. Isso não é pouca coisa… Alimento saudável também é remédio. Leve muito a sério aquilo que você come!
12 dicas para combater a insônia
Em tempos de quarentena, com aumento do trabalho em home office, filhos fora da escola e dias seguidos sem sair de casa, nosso ritmo de sono e vigília acaba por se tornar vítima dessa mudança de rotina. Por conta disso, muitas pessoas passaram a sofrer ou pioraram dos sintomas de insônia. A insônia pode ser inicial (em que a pessoa demora para pegar no sono), intermediária (acorda no meio da madrugada e tem dificuldade de voltar a dormir) e terminal (acorda mais cedo do que o desejado) e tem múltiplas causas. Além da sensação de cansaço e queda de produtividade, a insônia crônica pode contribuir para o surgimento de doenças como a obesidade, diabetes, hipertensão arterial, dores de cabeça, transtornos de humor, entre outros. Aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a ter uma boa noite de sono: – Fique longe das telas de computadores e celulares por no mínimo uma hora antes de deitar-se. A luz azul que esses aparelhos emitem diminuem a produção da melatonina, hormônio responsável por induzir o sono; – Pare de olhar o relógio a todo o momento. Isso só vai te deixar mais ansioso – Procure meditar e se desligar do mundo lá fora antes de deitar-se. Não leve problemas para a cama; – Evite café, refrigerante, chás escuros e energéticos do horário do café da tarde em diante; – Resfrie o quarto com ventilador ou janela entreaberta se estiver quente; – Evite barulhos. Nem sempre isso depende de você, então invista em protetores auriculares ou mesmo janelas antirruído; – Evite excesso de proteínas, alimentos muito gordurosos e condimentados à noite; – Fuja das bebidas alcoólicas à noite. É um mito que elas ajudam no sono; – Se está há muito tempo deitado e o sono não vem, saia da cama e mude de ambiente. Pegue um livro calmo e leia debaixo de uma luz mais fraca; – Não tente aproveitar a insônia para adiantar trabalhos; – Crie uma rotina de horário de dormir e acordar aproximadamente no mesmo horário, inclusive aos fins de semana; – E se as medidas acima não surtirem efeito, consulte o seu médico.
Quais alimentos provocam acne em adultos?
Acne é a doença dermatológica mais comum na adolescência, mas que pode persistir ou mesmo ressurgir durante a vida adulta. É mais comum em mulheres e pode trazer verdadeiros transtornos à autoestima da pessoa. Algumas desordens hormonais como a Síndrome dos Ovários Policísticos e o uso de esteroides anabolizantes contendo testosterona são causas bastante conhecidas de acnes em adultos. Já certos alimentos, como o chocolate, são antigos suspeitos de serem causadores de acnes, mas os trabalhos científicos sempre tiveram dificuldade de comprovar essa ligação. Entretanto, um grande estudo populacional conduzido na França (NutriNet-Santé) publicado no mês passado na revista médica JAMA mostrou que sim, alguns alimentos podem estar mais relacionados ao aumento de acnes em adultos, entre eles: Alimentos gordurosos e açucarados como bolos, pudins, tortas, mousses, inclusive o chocolate, entre outros; Bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos artificiais; Leite, principalmente achocolatado (de novo!). Outros alimentos, por outro lado, não mostraram relação com surgimento de acnes, tais como verduras, frutas, carnes magras, carboidratos integrais e chocolates mais amargos. A hipótese é a de que os alimentos açucarados e gordurosos induzem ao aumento de hormônios como o IGF-1, a insulina e a testosterona, que por sua vez estimulam a produção de sebo e proliferação de células inflamatórias na pele, que combinadas levarão a formação das famosas pústulas características das acnes. Consulte sempre um especialista em dermatologia, endocrinologia e um nutricionista para checar os possíveis causadores da acne na vida adulta e orientar uma dieta mais equilibrada.
Jantar tarde pode aumentar o risco de obesidade e diabetes
Há tempos suspeitamos que jantar tarde da noite poderia levar ao ganho de peso e o surgimento do diabetes, mas faltavam evidências científicas que comprovassem essa teoria. Entretanto, um novo e interessante estudo publicado no conceituado Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (JCEM), publicado esse mês, veio para reforçar a teoria de que comer demais tarde da noite pode não ser uma boa ideia. O estudo comparou parâmetros como oxidação de ácidos graxos (popularmente chamado de queima de gordura) e valores de glicose pós alimentação entre um grupo que jantava às 18h e realizava uma pequena ceia às 22h e outro que fazia um pequeno lanche às 18h e jantava às 22 horas. Embora seja ainda um estudo preliminar e com um número pequeno de pessoas (10 pacientes em cada grupo), os resultados estão de acordo com o que imaginávamos. Aqueles que jantavam mais tarde apresentavam uma queda de 10% na taxa de oxidação de gordura e um pico de glicose pós alimentação 18% maior em comparação àqueles que jantavam mais cedo. Mais interessante ainda, esses efeitos negativos sobre o metabolismo eram ainda mais acentuados naqueles que jantavam tarde e iam dormir logo depois comparado aos que demoravam algumas horas para ir para cama. Talvez isso realmente se deve ao fato de o metabolismo desacelerar durante o sono e não dar conta daquelas calorias extras ingeridas pouco antes de deitar-se. Ainda é cedo para batermos o martelo de que jantar tarde e ir para cama logo depois é um fator de risco para obesidade e diabetes, um número maior de pessoas ainda deve ser estudado antes de concluirmos que isso é verdadeiro. De qualquer forma, esse estudo vem ao encontro de outros trabalhos na área do cronometabolismo, que defendem que deveríamos comer melhor durante o dia e menos à noite, além de necessitarmos de tempo adequado de sono e regularidade nos horários de dormir e acordar. Dessa forma, nossas chances de mantermos o peso sob controle e evitarmos o diabetes seriam muito maiores.
Dexametasona contra COVID-19 salva vidas, mas há riscos.
Enfim, uma boa notícia na guerra contra o COVID-19. Recentemente um estudo britânico chamado Recovery (Randomised Evaluation of COVID-19 Therapy) que envolveu cerca de 11.500 pacientes, mostrou que o uso de dexametasona em pacientes graves que necessitaram de uso de oxigênio reduziu a mortalidade entre 20% a 35%, o que é um número considerado muito bom! A dexametasona é um medicamento da classe dos corticosteroides, que atuam como potentes anti-inflamatórios utilizados em várias situações clínicas. No caso da infecção por COVID-19, ele reduz a resposta inflamatória exagerada do sistema imunológico contra o vírus, que é o que acaba por destruir o tecido pulmonar e leva a formação de coágulos e obstrução da passagem de sangue pelo órgão. Essa é uma grande notícia, sem dúvida nenhuma, e ainda há a vantagem desse medicamento poder ser amplamente utilizado em UTIs, por ser barato e de fácil acesso. Porém, antes que alguém pense em ir agora a uma drogaria para comprar dexametasona sem receita, insisto: não façam isso!!! Como disse antes, esse medicamento só mostrou benefícios em pacientes críticos e cabe somente a equipe médica decidir qual paciente deverá tomar dexametasona. A automedicação pode trazer sérios riscos à saúde. Em primeiro lugar, a dexametasona também é um imunossupressor e seu uso em quadros mais leves pode ter o efeito contrário, deixar o indivíduo mais vulnerável a quadros infecciosos mais graves. A ideia no seu uso é reduzir a reação inflamatória exagerada grave e não diminuir a imunidade por completo. Além disso, os corticosteroides podem aumentar a glicemia nos diabéticos, piorar a hipertensão arterial e levar ao ganho de peso, que também são fatores de risco para agravamento da infecção por COVID-19. Portanto, saber que temos um medicamento que pode nos salvar no limite entre a vida e a morte nos traz alívio, mas seu uso deve ser bastante criterioso, somente em pacientes internados graves e jamais em uso domiciliar, muito menos utilizado por conta própria.
Terapia de reposição hormonal na menopausa: Prós e Contras
Antes de iniciarmos, aqui vão algumas definições: a menopausa é a última menstruação fisiológica da mulher e o climatério é o período que tem início a partir da queda dos níveis de hormônios femininos que levam a menopausa e segue até o fim da vida. Portanto, a menopausa faz parte do climatério. Esse é um assunto polêmico, principalmente com relação aos riscos dessa reposição. Porém, grande parte das mulheres poderão se beneficiar de seu uso. A principal indicação de reposição hormonal com a combinação de estrógenos e progesterona (esse último é dispensado naquelas que não tem mais o útero e ovários) ou medicações com ação similar, como a tibolona, é para o controle das ondas de calor no climatério. Muitas mulheres sofrem demais com esse sintoma, mesmo com tratamentos alternativos, como fitoterápicos e antidepressivos. Nessa situação, a reposição hormonal deve ser considerada. Além disso, existem outros benefícios: prevenção de osteoporose, melhora da incontinência urinária, libido e lubrificação vaginal, melhora de transtornos de humor e potencial prevenção de demência e doenças cardiovasculares. Por outro lado, há riscos a serem cogitados. O principal é o de câncer de mama, que embora seja pequeno (cerca de 5 casos para cada 1000 mulheres, mais evidente na associação de estrógeno com progesterona sintética), não deve ser ignorado. Isso deve ser informado a toda mulher, que deve ser submetida a mamografias e ultrassom de mamas antes de iniciar e ao longo de todo o tratamento. Nódulos e espessamentos mamários e antecedentes familiares importantes de câncer de mama devem ser pesados no momento da prescrição. Outros riscos são: câncer de endométrio e ovário (nas mulheres com útero e ovários e que usam estrógeno sem progesterona), tromboembolismo (checar tabagismo e presença de varizes) e acidente vascular cerebral se o início for após 5 anos do início da menopausa. Consulte seu endocrinologista e seu ginecologista antes de iniciar a terapia de reposição hormonal na menopausa!
Quando o glúten realmente faz mal à saúde?
Há alguns anos passou a fazer parte das “dietas da moda” a retirada do glúten da dieta com o objetivo principal de perda de peso. Os defensores desse método alegam que o glúten possui propriedades inflamatórias que poderiam alterar a flora intestinal, aumentar a absorção de calorias e o apetite. Para quem não sabe, o glúten é a principal proteína do trigo e é encontrado também na cevada, no centeio e no malte. Estudos mostraram que essa hipótese não tem fundamento e muitos dos que perderam peso retirando o glúten, na realidade, o fizeram devido a redução no consumo de carboidratos derivados do trigo e substituição por alimentos de baixa caloria, como legumes. Entretanto, existem duas situações em que o consumo de glúten pode ser prejudicial a saúde e sua retirada deve ser completa e um último caso, cuja real existência ainda é bastante polêmica. 1- Doença Celíaca: é uma doença autoimune, em que o simples contato da mucosa do intestino com o glúten desencadeia uma reação exagerada do sistema imune. O resultado é uma grave inflamação e destruição da mucosa intestinal com perda da capacidade de absorver nutrientes. Os sintomas são graves e diversos como dor e distensão abdominal, diarreia, vômitos e desnutrição. A presença dos anticorpos antitransglutaminase e antiendomísio IgA, somados a biópsia do duodeno confirmam o diagnóstico. 2- Alergia ao trigo: nessa situação os sintomas gastrintestinais são mais leves, mas o que predomina é o quadro alérgico como urticária, rinite, asma e até mesmo choque anafilático. Essa reação ocorre contra diversas proteínas do trigo, não apenas ao glúten. 3- Sensibilidade ao glúten não celíaca: essa é uma entidade controversa, pois não há exames que possam confirmar esse diagnóstico, porém há inúmeros relatos de pessoas que se sentem mal ao consumir pães e massas. Predominam os sintomas gastrintestinais que são mais leves do que na Doença Celíaca e não impedem a pessoa de consumir alimentos contendo glúten, mas a obrigam a reduzir sua quantidade.
Carboidratos: refinados X integrais. Entenda as diferenças
Carboidratos ganharam a fama de vilões da dieta, principalmente daqueles que desejam perder peso. Muitos dos que estão tentando emagrecer certamente dirão que cortaram os carboidratos como medida inicial.⠀Mas será que é correto ou mesmo justo culpar todos os carboidratos pela epidemia de obesidade? Será que são todos iguais ou, como diria o povo, farinha do mesmo saco?⠀A resposta é não. Talvez a diferença mais importante entre os carboidratos é se eles são refinados ou integrais. Isso é essencial não somente para perder peso como para ter boa saúde.⠀Carboidratos refinados são moléculas de açúcares que passaram por um processo industrial de refinamento, ou seja, eles foram separados das fibras alimentares quase por completo com o intuito de se obter uma massa mais pura de açúcar.⠀Por conta disso, sua digestão e absorção ocorrem de maneira muito mais rápida e daí temos dois problemas: o primeiro é que a saciedade dura pouco tempo, além disso os refinados induzem a um maior pico de insulina, hormônio responsável por controlar a glicose no sangue.⠀Esse aumento exagerado de insulina, por sua vez, pode levar a uma rápida queda dos níveis de glicose no sangue poucas horas depois da refeição e aumentar a sensação de fome, gerando um círculo vicioso de comer cada vez mais para aplacar essa fome que só aumenta.⠀Já os carboidratos integrais mantêm boa parte de suas características naturais. Por serem mais ricos em fibras promovem mais saciedade e tem uma digestão e absorção mais lenta, o que reduz o pico de insulina e a consequente queda abrupta dos níveis de glicose no sangue.⠀Resultado: são melhores para quem quer perder peso ou controlar doenças como o diabetes.⠀Além disso, os integrais conservam a maior parte de suas boas propriedades nutricionais. Os grãos, cereais e farinhas integrais, além das frutas, são ricos em fibras, vitaminas e minerais que auxiliam no bom funcionamento do metabolismo e de todo o organismo.
Tireóide e Coronavirus: Posicionamento Oficial
Recentemente a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) publicou um posicionamento oficial sobre os cuidados que os portadores de doenças da tireóide devem ter diante da pandemia por COVID-19, visto ser esse um questionamento bastante comum entre os pacientes. Assim podemos afirmar:⠀???? Portadores de hipotireoidismo e hipertireoidismo NÃO fazem parte do grupo de risco para agravamento do quadro de COVID-19, mesmo que a causa da doença seja auto-imune (Tireoidite de Hashimoto ou Doença de Graves);⠀???? As medidas restritivas que seus portadores devem seguir são as mesmas da população geral e orientadas pelo Ministério da Saúde, ressaltando-se a necessidade de se manter um bom controle da doença;⠀???? Se necessário procure o endocrinologista para possíveis mudanças no tratamento baseado em alterações clínicas e laboratoriais, não havendo necessidade de ajustes de dose da medicação no caso de o paciente contrair infecção por COVID-19;⠀???? Nos casos de maior gravidade por COVID-19 em que haja a necessidade de internação, é importante que a equipe médica responsável seja informada que o paciente é portador de doença da tireóide e qual a medicação e dose vem utilizando;⠀???? A grande maioria dos portadores de Câncer de Tireóide, que foram submetidos a cirurgia seguida ou não por tratamento com iodo radioativo, não fazem parte do grupo de risco para agravamento da infecção por COVID-19 e não necessitam de cuidados adicionais em seu tratamento além do habitual;⠀???? Portadores de Câncer de Tireóide avançado, com metástases para órgãos, especialmente para pulmões e aqueles em uso específico de medicamentos para o câncer (Sorafenibe, Levantinibe e Vandetanibe) pertencem ao grupo de maior gravidade e devem manter-se em isolamento social, seguir as medidas de higiene indicadas pelas autoridades de saúde e manterem contato com seu médico.⠀Que todos possam manter a calma e serenidade nesse momento. Juntos iremos superar esse momento difícil de nossas vidas!
Esteatose Hepática: o que você precisa saber
Você sabe o que é esteatose hepática? Talvez você já tenha ouvido falar, mas não tenha entendido o que significa. Esteatose hepática é popularmente por gordura no fígado. Ela pode ser vista em várias situações como no alcoolismo, em portadores de HIV, usuários de medicamentos como anticoncepcionais, entre outros. Porém nosso foco será na esteatose hepática naqueles com obesidade e diabetes, de longe o grupo mais acometido pelo acúmulo de gordura no fígado. Houve um tempo em que a esteatose hepática não recebia a devida atenção, mas nos últimos anos o interesse por essa doença aumentou por conta de seu risco em potencial, ainda muito subestimado. Cerca de 76% dos obesos e 50% dos diabéticos apresentam esteatose hepática, detectados por exame de imagem, mas o percentual é ainda maior se a avaliação for por biópsia de fígado. Desses, de 18% a 37% apresentarão esteato-hepatite, que é o estágio seguinte da doença, em que a gordura acumulada no fígado provoca inflamação e morte de suas células. Alguns exames de sangue relativos ao fígado podem estar alterados, como TGO, TGP, Gama GT, bilirrubinas, ferritina, fatores de coagulação e albumina. Em certas situações estará indicada a biópsia para melhor diagnóstico e noção de gravidade da doença. Após anos de esteato-hepatite, cerca de 6% desses pacientes irão evoluir com cirrose e insuficiência hepática, que é o estágio final da doença, em que uma grande parte do fígado é destruída. Nos casos de cirrose mais grave, o indivíduo apresentará quadro de icterícia (pele, olhos e mucosas amarelas), hemorragias intestinais, inchaço pelo corpo, alterações neurológicas, câncer de fígado e óbito. Nesse estágio, somente o transplante de fígado poderá salvar a vida do doente. Nos países ocidentais, a esteatose hepática é a doença mais comum do fígado e a terceira principal causa de cirrose e transplante de fígado, perdendo apenas para o alcoolismo e hepatites virais. E o que devemos fazer para diminuir o risco da esteatose hepática? O fundamental é PERDER PESO! Não basta apenas reduzir o teor de gorduras na dieta, é necessária uma dieta balanceada, rica em fibras, com predomínio de gordura mono e poli-insaturadas, carboidratos complexos, evitar o álcool, bebidas açucaradas, alimentos processados etc. Em alguns casos o uso de medicamentos específicos tanto para perda de peso e controle do diabetes como para diminuir a inflamação sobre o fígado será necessária. Se você descobriu ter esteatose hepática não perca tempo e procure um especialista!
