Obesidade não é uma questão de estética e nem de empoderamento
Sei que muitos que me acompanham já estão carecas de saber que obesidade é uma doença complexa e que pode levar a mais de outras 200 doenças, algumas bem graves. Diabetes, hipertensão arterial, apneia obstrutiva do sono, pancreatite, varizes e tromboses, depressão, vários tipos de cânceres…enfim, obesidade é um sério problema de saúde que deveria ser abordado e priorizado em toda a consulta médica, certo? Mas não é bem assim que ocorre e digo mais. Nos dias de hoje, a depender do paciente ele pode até se ofender ao ser questionado a respeito do seu pesoVivemos um período em que todos queremos ser aceitos como somos, independente de raça, religião, opção sexual, estado civil, profissão e aparência física, e isso é muito bom, e é mais precisamente nesse último ponto que eu gostaria de chegar. Concordo que é abominável a discriminação que as pessoas que estão acima do peso sofrem, desde bullying e piadas de mau gosto, até o extremo de serem segregadas no trabalho ou preteridas em seus relacionamentos por não se encaixarem em um determinado padrão de beleza, como se fosse um opção pessoal ser obeso e não uma doença. Entretanto, discordo daqueles que querem levantar bandeira tentando simplificar a obesidade como uma mera questão de identidade pessoal ou apenas de aparência e que devemos nos aceitar como somos. É quase como deixar que um paciente fique com o diabetes descontrolado como se fosse apenas uma característica dele. Isso é muito errado pois ignoramos todo o âmbito da saúde e colocamos uma barreira entre o paciente e o médico. O primeiro passa a acreditar que está tudo bem ser desse jeito e o segundo fica com receio de parecer ser preconceituoso ao propor ao seu paciente perder peso. Para finalizar, que fique claro que isso é muito diferente de querer impor um peso ideal quase impossível de ser atingido. Qualquer perda de peso representa ganho de saúde e deve sim ser comemorado como uma grande conquista!
Você sabia? Colesterol aumentado pode ser um sinal de hipotireoidismo.
É bastante comum pacientes irem aos consultórios médicos por conta de aumento de colesterol ruim (LDL) nos exames de sangue. Ao serem questionados a respeito de seus hábitos alimentares muitos negam consumo exagerado de alimentos ricos em gorduras saturadas, como frituras, carnes gordas, manteiga, bacon, embutidos, entre outros. E acreditem: a maioria realmente diz a verdade, inclusive muitos tem hábitos alimentares saudáveis e praticam atividades físicas regulares Então como pode o colesterol ruim estar aumentado? A questão não é a quantidade de colesterol que chega através da alimentação e sim uma maior dificuldade do organismo, mais precisamente do fígado, em remover o excesso de colesterol do sangue. Boa parte desses pacientes possuem aumento de colesterol de causa genética familiar, que não será abordado hoje, e uma outra parcela significativa tem deficiência de hormônios da tireóide ou hipotireoidismo. Quando ocorre a falta de hormônios da tireóide, várias reações metabólicas do organismo passam a acontecer de forma mais lenta, inclusive a de remoção do excesso de colesterol pelas células do fígado. Cerca de 20% dos pacientes com hipotireoidismo mal controlado podem ter aumento do colesterol LDL e de triglicerídeos. Muitos irão apresentar além desse aumento sintomas de hipotireoidismo como cansaço excessivo, sonolência, desânimo, câimbras, intolerância ao frio, obstipação intestinal, ganho de peso de leve a moderado, irregularidade menstrual, entre outros. Tais sintomas podem nos indicar que há algo fora da alimentação que pode estar provocando essa elevação do colesterol. Porém, muitas pessoas podem ter um quadro de hipotireoidismo subclínico, em que os sintomas de hipotireoidismo ainda não surgiram, mas os exames de sangue já acusam a doença. Daí a importância de se realizar a dosagem de hormônios tireoidianos em todos os pacientes que apresentam mau controle do colesterol.
Testosterona: uma opção para perda de peso e controle do diabetes em homens maduros
A reposição de testosterona em homens de meia-idade e idosos que sofrem de Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino ou “andropausa” já é consagrada por trazer uma série de benefícios como melhora do desejo sexual, da ereção, força muscular, bem-estar físico e mental, saúde óssea, entre outros. Entretanto, quando o assunto é perder peso isso não fica tão claro. Apesar da testosterona promover ganho de massa muscular, o que deveria “acelerar o metabolismo”, estudos anteriores observaram apenas perdas discretas de peso em curto e médio prazo. Eis que um novo estudo apresentado esse ano no Congresso Europeu e Internacional de Obesidade (Farid Saad, DVM, PhD) mostrou que grande perda de peso pode sim acontecer, porém ela virá em um prazo maior. Após 11 anos de acompanhamento, pacientes obesos maduros com deficiência de testosterona que receberam 1000 mg de Undecanoato de Testosterona intramuscular a cada 3 meses conseguiram perder em média 23 kg em comparação a 6 kg de perda do grupo controle, nada mal! Outro ponto positivo foi o controle do diabetes. Dos pacientes obesos que sofriam de diabetes e falta de testosterona, 22% deixaram de usar medicamentos para o diabetes pois conseguiram controlar a doença graças a perda de peso promovida pelo hormônio masculino. Por que esse efeito demora para aparecer? De acordo com o autor do estudo é necessário antes ocorrer um remodelamento tecidual, ou troca de massa gorda por massa muscular, para que esses benefícios sejam conquistados. E isso leva um certo tempo para acontecer. É possível que um homem perca de 4 a 6 kg de gordura no primeiro ano de tratamento, mas poderá ganhar quase o equivalente em músculo nesse período e o peso não mudará tanto. Porém, em longo prazo, esse aumento de massa magra irá impulsionar o metabolismo e promoverá perda de peso consistente. Portanto senhores, tenham paciência! Aproveitem os benefícios imediatos do uso de testosterona e aguardem os bons resultados futuros. Consulte sempre um endocrinologista!
Medicamentos para obesidade: por que são tão rejeitados?
É muito comum na minha prática clínica eu me deparar com a seguinte situação: paciente obeso, que apresenta complicações como pressão alta, diabetes, dores na coluna etc., e precisa emagrecer. Tentou várias dietas, atividades físicas e não perde peso. Nesse momento ofereço tratamento medicamentoso e eis que ele responde: “Doutor, eu não vou tomar esse remédio aí!” e conclui com um “é perigoso”, “vou engordar tudo de novo quando parar” ou “dessa vez vou conseguir sozinho!”. O curioso é que muitas vezes esse mesmo paciente pode estar com uma pressão de 180×100 e aceitar sem discutir uma receita de remédio para hipertensão, como se não houvesse relação entre a obesidade e o aumento da pressão. Por que os medicamentos para perda de peso são tão estigmatizados? Poucos são os que perdem peso com auxílio desses fármacos que admitem seu uso para amigos e familiares, parecem até que usam uma droga ilícita. Há várias razões, mas a principal é que a obesidade ainda não é reconhecida por muitos como uma doença, mas como uma escolha pessoal. Basta força de vontade que você conseguirá emagrecer, ignorando o fato de que há uma série de alterações hormonais, neuroquímicas, ambientais e genéticas por detrás do excesso de peso. Mas existem outros motivos para essa rejeição, alguns até válidos e outros nem tanto, como medo dos efeitos colaterais ou de ficar dependente, banalização para apenas fins estéticos por pessoas que não precisariam usar, histórico de proibição de medicamentos por efeitos adversos graves, preconceito de médicos de outras especialidades que não entendem como a doença se desenvolve, entre outros. Por isso é tão importante que o paciente procure um especialista que saiba lidar com essas questões. Em resumo, medicamentos para excesso de peso não fazem milagres e só devem ser prescritos em conjunto com reeducação alimentar e atividades físicas, mas são importantes armas no combate a essa doença complexa que pode levar a outras doenças graves e incapacitantes.
Tireoide dói?
Essa é uma pergunta que pode parecer estranha para alguns, porém muitos pacientes procuram o endocrinologista por algum quadro de dor ou mesmo desconforto na parte da frente do pescoço, muitas vezes atribuída à glândula tireoide. Isso é fato ou há muita confusão nos diagnósticos de dores nessa região. É verdade que a tireoide pode apresentar quadros dolorosos em algumas situações clínicas próprias, mas nem de longe ela é responsável pela maior parte dos quadros de dores na região anterior do pescoço. Vários outros órgãos e estruturas podem causar um número maior de casos de dores e desconforto do pescoço do que a tireoide. Dentre as causas mais comuns de dores e desconforto nessa região destacamos o refluxo gastroesofágico, espasmos e divertículos do esôfago, dores musculares, inflamação da traqueia e de gânglios linfáticos, arritmias cardíacas e dores irradiadas do coração, transtornos de ansiedade, entre outros. Entretanto, em uma minoria dos casos, a tireoide pode ser sim a responsável por quadros de dor, como nos casos de tireoidites subagudas de origem viral, tireoidites bacterianas e cistos hemorrágicos de crescimento rápido. Geralmente o quadro é de uma dor na parte anterior do pescoço, porém mais abaixo, em sua metade inferior, muitas vezes de forte intensidade e que gera muita sensibilidade no local mesmo ao leve toque. Pode vir acompanhada de outros sintomas como febre e simular um quadro de hipertireoidismo, provocando sudorese excessiva, palpitações, tremores, insônia, agitação, entre outros. Já os bócios, que são casos em que a tireoide apresenta um aumento significativo de seu tamanho, normalmente não provocam dor, mas podem causar sintomas como sensação de peso e sufocamento no pescoço, dificuldade para engolir, falta de ar, rouquidão etc. Para finalizar, importante destacar que o câncer de tireoide muito raramente provoca qualquer um dos sintomas acima em seus estágios iniciais.
Exame de cortisol: pra que serve (e não serve)?
Tenho visto vários médicos e os próprios pacientes solicitando dosagem de cortisol sem terem uma noção para que serve esse exame e como deve ser colhido. Daí surgem resultados alterados que nem sempre significam doença e que só gera estresse. Solicitamos o exame de cortisol para basicamente investigar duas situações clínicas: – Falta de cortisol ou Insuficiência Adrenal: Dosamos o cortisol entre 7h e 9h da manhã em pacientes com suspeita dessa doença, cujos sintomas são: perda de peso, náuseas e vômitos, fraqueza, tontura, queda de pressão arterial, hipoglicemia, escurecimento de pele, entre outros. Em algumas situações inconclusivas realizamos teste de estímulo para induzir aumento de cortisol. – Excesso de cortisol ou investigação para Síndrome de Cushing: Doença causada por tumores na hipófise, adrenal ou em outras partes do corpo e que aumentam o cortisol e levam ao ganho de peso abdominal, estrias violetas, vermelhidão na face, fraqueza muscular, diabetes e hipertensão de difícil controle, excesso de pelos em mulheres, entre outros. No caso da Síndrome de Cushing o diagnóstico NÃO é feito pela simples dosagem do cortisol matinal e sim através do cortisol livre na saliva às 23 horas, na urina ao longo de 24h ou dosagem de cortisol no sangue após efeito da dexametasona (teste de supressão). Exame de cortisol no sangue não deve ser pedido para: – Ver os níveis de estresse ou se há “fadiga adrenal” – essa entidade simplesmente não existe! – Mulheres em uso de anticoncepcional contendo estrogênio e gestantes. Ele virá aumentado em muitos casos e não significa doença. – Não deve ser dosado fora do início da manhã pois poderá estar mais baixo que o valor de referência. – Verifique se está usando medicamentos à base de cortisona. Nesses casos o cortisol no sangue poderá estar diminuído pois o remédio inibe sua produção. E outras tantas situações que podem alterar os níveis de cortisol sem significar doença. Portanto, procure um endocrinologista se tem dúvidas a respeito desse exame.
Obesidade: uma ameaça ao efeito da vacina contra COVID-19
É provável que o assunto mais falado em saúde em todo o mundo seja sobre a vacina contra a COVID-19. Chegará quando? Será eficaz e segura? Terei que tomar mais de uma dose? Ela é a maior esperança da humanidade para sairmos de uma vez por todas dessa crise que parece nunca terminar. No imaginário coletivo as vacinas sempre irão conferir uma blindagem 100% confiável contra as doenças infectocontagiosas, nunca falharão. Entretanto, isso está longe de corresponder a uma verdade absolutaUma boa parte das vacinas pode não induzir o sistema imunológico a criar anticorpos de maneira adequada em determinadas populações, como em idosos, pacientes com doenças imunodepressoras e em obesos, nosso assunto de hoje. Ainda não há estudos mostrando relação de menor imunidade com qualquer uma das vacinas contra COVID-19 em pessoas que estão acima do peso, tudo ainda é muito recente, mas tomando por base o que acontece com outras vacinas devemos ser cautelosos. É de conhecimento médico que vacinas contra influenza, hepatite A, tétano e raiva apresentam maiores taxas de falhas em obesos em comparação à população geral e isso pode vir a acontecer na vacina contra COVID-19. O mecanismo mais provável para que pessoas com obesidade não desenvolvam essa imunidade é que as células adiposas produzem uma grande quantidade de substâncias inflamatórias que interferem no funcionamento dos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis por regular e produzir os anticorpos. Esses linfócitos passam a ter dificuldade de produzir anticorpos em quantidade e qualidade ideais quando estimulados pelas vacinas. Ainda é cedo para chegarmos a essa conclusão, mas esse pode ser mais um bom motivo para que as pessoas que estão acima do peso busquem se tratar o quanto antes. Além de todos os malefícios já conhecidos da obesidade, temos agora o COVID-19 que os coloca no grupo de risco para infecções mais graves e talvez a vacina não os proteja como era de se esperar.
Liraglutida: aprovada para adolescentes com obesidade
No início desse mês a ANVISA aprovou o uso da Liraglutida (Saxenda®) para o tratamento da obesidade em jovens entre 12 e 17 anos. Desde 2016 seu uso já era liberado para pessoas acima do peso com idade a partir de 18 anos e o Brasil passou a ser o primeiro país do mundo a ter essa aprovação regulatória. Embora o uso de Liraglutida em adolescentes já ocorresse na prática, baseado nos dados do estudo SCALE Kids que mostraram segurança e benefícios desse medicamento na população mais jovem, a liberação do seu uso por parte da ANVISA trás mais confiança aos pais na hora de optar pelo uso desse medicamento contra a obesidade. Mas é correto prescrevermos medicamentos para perda de peso para pessoas tão jovens? Não seria um exagero? Muitas vezes o senso comum tende a imaginar os medicamentos como algo repleto de riscos e efeitos colaterais e que o organismo dos adolescentes não suportaria as reações adversas. Daí uma certa resistência ao seu uso nos mais jovens. Entretanto, devemos lembrar que nos últimos 30 anos o número de adolescentes com obesidade mais que triplicou em todo o mundo! O fácil acesso aos fast-foods, alimentos altamente processados e calóricos além de mudanças comportamentais dos adolescentes, que cada vez passam mais tempo sedentários na frente da tela do computador ou da TV está transformando a obesidade em um dos maiores problemas de saúde na população pediátrica. E esses jovens obesos se tornarão diabéticos, hipertensos, com aumento de colesterol ruim muito antes do esperado e, por fim, acabarão por ter graves complicações cardiovasculares e mesmo óbito antes dos 40 anos de idade, faixa etária até então inimaginável para essas doenças. É óbvio que somente medicamentos para obesidade não farão milagre, é necessária uma profunda mudança de estilo de vida, com atividades físicas regulares e alimentação saudável para toda a vida. Porém, devemos encarar a obesidade como uma doença complexa e que, em muitas situações, deverá ser tratada com medicamentos apropriados.
Chocolate meio amargo faz bem ao seu coração
O consumo regular de chocolate faz bem ou mal para a saúde? Para os amantes de chocolate, um novo artigo publicado esse mês no European Journal of Preventive Cardiology se tornou um bom argumento para não deixar de lado essa deliciosa sobremesa. Esse estudo, uma meta-análise (reunião de vários artigos publicados sobre o assunto) com mais de 330 mil pessoas, mostrou que o consumo de chocolate mais de uma vez por semana ou mais de 3,5 vezes ao mês diminuiu em 8% o risco de desenvolver doença cardiovascular, como infarto e angina. Não só ao coração, o chocolate também foi benéfico para melhorar a circulação e diminuir o risco de acidente vascular cerebral. Provavelmente isso se deve a algumas substâncias presentes no cacau como catequinas, flavonóides e polifenóis, que possuem ação anti-inflamatória, antioxidante, aumentam os níveis de colesterol bom (HDL) que limpa as artérias, além de ajudarem na dilatação dos vasos, diminuindo assim a pressão arterial. Mas atenção, como já diz o título, a maioria dos estudos sobre o assunto diz respeito ao chocolate meio amargo, aqueles com teor de cacau maior ou igual a 60%. Chocolates ao leite, branco e outros com alto teor de açúcar e gordura derivada de manteiga e outros óleos vegetais não mostraram esse benefício, pelo contrário, seu consumo em excesso pode piorar os níveis de colesterol ruim e de glicemia, além de serem mais calóricos na maior parte das vezes. Também não podemos exagerar no chocolate meio amargo, o recomendável é consumir um tablete de 30g cerca de duas vezes na semana e evitar preparações mais calóricas cheias de caramelos e nozes, pois mesmo sendo mais saudável o excesso pode levar ao ganho de peso e suas consequências.
Quem não pode fazer dieta cetogênica?
A dieta cetogênica, sem dúvida, é uma das mais populares e seguidas por quem deseja perder peso de maneira rápida e eficaz.⠀Essa dieta consiste em reduzir drasticamente o consumo de carboidratos para menos de 50g ao dia em média. Nessa situação, a energia dos carboidratos se esgota rapidamente e a produção de insulina praticamente fica zerada.⠀Quando a insulina baixa, é ativada a enzima lipase sensível a hormônio, que libera de maneira intensa as reservas de gordura que servirão de combustível para o organismo, o que resulta em intensa perda de peso. Parte dessa gordura liberada é convertida em cetona pelo fígado, pois certos órgãos, como o cérebro, não são capazes de utilizar gorduras diretamente, daí o nome dieta cetogênica.⠀De fato, a perda de peso da dieta cetogênica pode impressionar, mas para muitos não é nada fácil de ser feita.⠀Sintomas como fraqueza, dores de cabeça, alterações de humor, mau hálito, são comuns e podem ser intensos. Além disso, para um grupo de pessoas, ela não deve ser seguida pois oferece graves riscos à saúde, são eles:⠀???? Portadores de insuficiência hepática, cardíaca e renal;???? Gestantes e mulheres que estão amamentando;???? Crianças e adolescentes em fase de crescimento;???? Idosos frágeis;???? Diabéticos tipo 1 e alguns diabéticos tipo 2 dependentes de insulina;???? Portadores de doenças cardiovasculares recentes, como infarto e acidente vascular cerebral;???? Em transtornos psiquiátricos graves, como esquizofrênicos, depressivos graves e bipolares;???? Portadores de bulimia e anorexia nervosa;???? Ácido úrico não controlado, principalmente naqueles com histórico de gota e cálculos renais;???? Alcoólatras e dependentes de drogas???? Usuários de diuréticos e de corticoides;???? Doentes com câncer que estão em tratamento. Para os demais a dieta cetogênica pode ser considerada, porém jamais feita sem o devido acompanhamento do médico e do nutricionista, pois a redução agressiva de carboidratos pode também diminuir muito o aporte de certas vitaminas e minerais e desnutrir o paciente.
