Sono ruim, obesidade e diabetes

Não é coincidência a relação vista nos últimos anos entre a piora na qualidade do sono com o aumento no número de casos de pessoas acima do peso e diabéticos. Dados norte-americanos do Center of Disease Control and Prevention (CDC) concluíram que mais de um terço da população dos EUA (cerca de 83,6 milhões de adultos) dormem menos de 7 horas por dia. Ao mesmo tempo, a proporção de indivíduos obesos e diabéticos só vem aumentando, hoje cerca de 35,1% desta população está obesa e mais de 29 milhões de norte-americanos possuem diabetes. Além disto, má qualidade do sono também se relaciona a piora dos controles de pressão arterial, colesterol e de transtornos do humor. Atualmente existe um grande número de estudos publicados demonstrando que a deterioração da qualidade do sono é fator de risco para o aumento na incidência de obesidade e diabetes. Dormir mal induz a uma elevação de hormônios sabidamente relacionados com ganho de peso, resistência à insulina e diabetes, como cortisol, epinefrina, norepinefrina e ghrelina e a diminuição de hormônios que favorecem o gasto energético, como o TSH (que regula a produção dos hormônios tireoidianos T4 e T3) e leptina. Por que o sono de tantas pessoas piorou nos últimos anos? A verdade é que nos dias de hoje não damos o verdadeiro valor que o sono merece. Enfatizamos a importância de se fazer uma dieta adequada e atividades físicas, mas dormir bem é tão importante quanto estes dois primeiros. Mudanças nas jornadas de trabalho, com a inclusão de horas-extras noturnas, reuniões de trabalho e eventos sociais após o expediente, preferência por realizar tarefas profissionais no período noturno ao invés do diurno, etc, levando a uma diminuição no sono noturno, estiveram relacionadas a um aumento no peso aferido pelo índice de massa corpórea (IMC), pior controle nos níveis de colesterol, aumento da medida de circunferência abdominal e de resistência à insulina, fator este relacionado ao desenvolvimento futuro de diabetes, de acordo com estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh em 2012. Outro ponto estudado foi a maior exposição à luz artificial no período noturno. Desde o excesso de iluminação domiciliar à noite, passando pelo uso prolongado de aparelhos luminosos como TV, computadores, telefones celulares, tablets, etc, ainda mais se os mesmos estão no mesmo ambiente em que a pessoa dorme, vem sendo estudados por uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado como um provável fator relacionado a mudanças no ciclo de sono e vigília. Finalmente, outra causa bastante relacionada com piora da qualidade do sono são os chamados Distúrbios Respiratórios do Sono, que apresentam múltiplas causas incluindo a Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono. A maior dificuldade do indivíduo em respirar durante o sono pode levar a queda na saturação de oxigênio no sangue e a um estado crônico de má oxigenação e retenção de gás carbônico. Isto leva a pessoa a apresentar um maior número de microdespertares noturnos, diminuição dos períodos de sono profundo, que acabam por induzir um aumento daqueles hormônios relacionados ao estresse que levam ao ganho de peso e diabetes. Por conta disto, o indivíduo passa a ter maior facilidade em ganhar peso e este sobrepeso pode levar a uma piora deste quadro de dificuldade respiratória durante o sono, devido ao efeito obstrutivo do tecido adiposo adquirido sobre as vias aéreas, que por sua vez piora ainda mais a capacidade respiratória, criando um verdadeiro círculo vicioso. E o que podemos fazer para ter uma noite de sono melhor e ajudar na prevenção destas doenças? Algumas dicas que podemos seguir para ter uma melhor qualidade do sono, são: – Marcar reuniões de trabalho ou outros compromissos profissionais no período noturno somente quando realmente necessário. – Se o seu trabalho envolve o período noturno, considere uma mudança de turno, mesmo que esta troca não seja imediata. – Caso tenha mesmo que levar trabalho para casa ou tenha que estudar até mais tarde para uma prova ou concurso, imponha um horário limite para a conclusão dos mesmos, uma sugestão seria interromper no máximo até às 22 horas. – Outra opção seria respeitar o horário de ir para cama e acordar um pouco mais cedo. É melhor esta hora-extra antes do expediente do que após para nosso sistema endócrino. – Diminua o número de lâmpadas ligadas em casa para somente o necessário. Isto ainda vai lhe ajudar a economizar energia elétrica. – Desligue ou deixe distante de sua cama telefone celular, tablet e computador. Se possível retire a TV do quarto ou pelo menos dificulte o acesso ao controle remoto. – Evite o consumo de alimentos psicoestimulantes no período noturno, como café, chás verdes, refrigerantes a base de cola e guaraná, energéticos, chocolate, queijos, etc, e alimentos de difícil digestão como carnes e molhos gordos, frituras, pratos muito volumosos, etc. – Se alguém percebeu que você ronca muito à noite ou apresenta pausas prolongadas na respiração e sonolência diurna excessiva, procure um médico otorrinolaringologista. Você pode apresentar o chamado Distúrbio Respiratório do Sono, que abrange a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, cujo mecanismo foi descrito acima. – E caso realmente a semana que está tendo não permita um sono adequado, tente compensar com um período de sono um pouco mais prolongado ou pequenos cochilos aos fins de semana. Esta não é a medida ideal, mas pode ser útil em momentos de maior privação de sono. Espero que estas dicas e uma maior conscientização da importância de ter um sono adequado ajude você a ter mais saúde! Gostou deste artigo? Cadastre-se aqui e receba mais informações e dicas de saúde em endocrinologia.

Nódulo de Tireóide: o que é necessário saber?

O achado incidental de nódulo de tireóide em exames de ultrassonografia tornou-se uma das queixas mais comuns nos consultórios de endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço nos últimos anos. Pode-se afirmar que um dos principais fatores responsáveis por esta “epidemia” de nódulos de tireóide nos dias atuais está relacionado a uma maior facilidade de acesso da população a métodos diagnósticos como a ultrassonografia, bem como a maior solicitação de exames, muitas vezes sem critérios, por parte dos médicos, ao considerar o mesmo como um exame “de rotina”. Então, o nodulo de tireóide é algo comum e eu posso ter também. Devo me preocupar? Aqui é importante destacar que, apesar do maior número de achados em exames de imagem de nódulos de tireóide e, por tabela, de câncer de tireóide, a mortalidade relacionada a este tipo de câncer não aumentou nos últimos anos. O que quer dizer que estamos fazendo mais diagnósticos de pequenas lesões, algumas delas com células malignas, impalpáveis ao exame físico da tireóide e que muito provavelmente não iriam evoluir com crescimento e disseminação (metástases) ao longo da vida destas pessoas. Apenas um pequeno percentual destas lesões pode representar perigo ao paciente. Portanto, não se deve fazer exame de rastreamento de nódulos de tireóide por ultrassonografia em todas as pessoas. E quem deve ser selecionado para exame de ultrassonografia? É consensual que os seguintes grupos de pessoas devem ser investigados: portadores de nódulo de tireóide palpável, indivíduos expostos a radiação no pescoço (ex: submetidos a tratamento com radioterapia, técnicos de radiologia que não utilizam proteção própria para o pescoço, etc), histórico familiar de câncer de tireóide e neoplasia endócrina múltipla e portadores de tireoidites crônicas, como a Tireoidite Hashimoto, cuja palpação da tireóide é imprecisa e gera dúvidas. É discutível a indicação de realizar ultrassonografia de tireóide em mulheres a partir dos 50 anos de idade ou em outras situações clínicas. Descobri que tenho um nódulo de tireóide! E agora? Preciso fazer uma biópsia? Não há motivo para pânico! A grande maioria dos nódulos de tireóide encontrados é benigno e, mesmo dentro do pequeno percentual de nódulos malignos rastreados, a regra é a predominância de tumores de crescimento lento e na maioria das vezes com alta probabilidade de cura. Não se deve solicitar punção aspirativa por agulha fina (PAAF), popularmente chamada de “biópsia” de nódulo de tireóide, para todos os nódulos detectados ao exame de ultrassom. Somente uma minoria destes nódulos apresentará critérios radiológicos de suspeita para malignidade e, a análise cuidadosa destes nódulos deverá ser sempre feita por endocrinologistas e/ou cirurgiões de cabeça e pescoço com experiência na área, para que se evite exames dispensáveis, algumas vezes dolorosos e que possam levar a cirurgias igualmente desnecessárias e com potencial risco de complicações. Encontrou um nódulo de tireóide? Muita calma nesta hora! Procure um especialista e não entre em pânico! Gostou deste artigo? Clique aqui e receba mais informações e dicas de saúde em endocrinologia.

Dieta sem glúten: verdades e mitos

Chegou a hora de abordarmos um tema controverso: o glúten. De tempos em tempos surgem novas dietas que prometem levar a uma perda de peso e a um estilo de vida mais saudável. Quem nunca leu a respeito ou mesmo tentou fazer uma “dieta da moda” principalmente para emagrecer? A bola da vez agora é a dieta livre de glúten, promovida em boa parte por alguns nutricionistas funcionais e por matérias e livros como “Barriga de trigo”. Mas afinal de contas o que é o glúten? O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio, algumas vezes pode ser encontrada também na aveia devido a contaminação por outros grãos que contém esta proteína no processo de colheita e armazenagem. Logo, alimentos preparados com estes ingredientes, como pães, massas, biscoitos, cerveja, etc, irão conter glúten. Tais alimentos devem vir especificados em suas embalagens da presença do glúten em sua composição. Algumas pessoas apresentam uma forma grave de intolerância ao glúten conhecido por Doença Celíaca. Neste caso, o contato do glúten com a parede intestinal, mais especificamente uma fração desta proteína conhecida por gliadina, induz a uma reação de hipersensibilidade do organismo de pessoas geneticamente predispostas, com a formação de anticorpos contra a gliadina. Esta reação acaba por levar a uma destruição da superfície mucosa do intestino responsável pela absorção. Por conta desta grave lesão na mucosa intestinal, surge um quadro de má digestão e má absorção generalizada de nutrientes, que provoca sinais e sintomas como dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, distensão abdominal, flatulência, fraqueza muscular, câimbras, dermatite, osteoporose, neuropatias, perda de peso (em alguns casos há ganho de peso por aumento no estímulo a ingesta de outros alimentos que não contém glúten), anemia, retardo do desenvolvimento pôndero-estatural em crianças, entre outros. Estudos recentes mostram que alguns indivíduos apresentam uma forma de intolerância ao glúten não mediada imunologicamente (não-celíacos), mais branda e que provoca sintomas como desconforto abdominal e sensação de estufamento. Em ambos os casos é recomendável restrição absoluta do glúten da dieta, principalmente nos portadores de Doença Celíaca. E entre as pessoas que toleram normalmente o glúten? Existe algum benefício em sua retirada? Não existe evidências científicas sólidas que sustentem a eliminação do glúten da dieta, seja com o intuito de promover perda de peso ou simplesmente como forma de se obter uma dieta mais saudável. Muitos dos estudos que tentam ratificar a restrição de glúten da dieta visando emagrecimento são de caráter experimental, desenvolvido em modelos animais ou em grupos populacionais muito reduzidos. Baseados na premissa de que o glúten exerceria um efeito estimulador de apetite (há um aumento de alguns hormônios estimuladores do apetite nos celíacos, mas acredita-se que este aumento é compensatório ao quadro de má nutrição destes pacientes), estes pequenos estudos tentam provar a relação do glúten com ganho de peso. Na prática, entretanto, os resultados são conflitantes e não dão sustentação a esta conduta. Entretanto, alguns podem afirmar terem visto ou mesmo notado em si que ao eliminarem o glúten da dieta emagreceram. O que aconteceu então? Observamos que ao retirar o glúten, muitas pessoas acabam fazendo substituições alimentares que levam a redução do montante calórico, ao trocar pães, massas e biscoitos por frutas, vegetais, legumes, algumas sementes e carnes magras. Por outro lado, a simples retirada do mesmo da dieta não necessariamente levará a uma redução na ingesta calórica. Alguns alimentos vendidos como livres de glúten podem conter uma quantidade maior de açúcares e gorduras e o resultado não ser o esperado. Além disto, tais alimentos costumam ser mais caros. Para finalizar, do ponto de vista nutricional retirar alimentos que contém glúten em sua composição pode significar redução de alguns nutrientes que normalmente acompanham o trigo, a cevada e o centeio, como vitaminas do complexo B, cálcio, zinco, magnésio e fibras. Em resumo, a menos que um indivíduo possua alguma forma de intolerância ao glúten comprovada, não há benefícios em se retirar o glúten da dieta. Gostou deste artigo? Clique aqui e receba mais informações e dicas de saúde em endocrinologia.

Excesso de peso e medicamentos: boa ou má idéia?

Quem sofre com o excesso de peso sabe que nem sempre é fácil eliminá-lo ! O pilar para uma perda de peso saudável e sustentável, sem dúvida nenhuma, continua a ser através de um programa de reeducação alimentar supervisionado contendo uma dieta de baixa caloria associado a atividades físicas Entretanto, vários estudos demonstram que o tratamento convencional do excesso de peso com dieta e exercícios físicos apresentam um baixo percentual de sucesso terapêutico, além de uma alta incidência de reganho de peso a médio e longo prazo. Por que será que isso acontece? Será que tratar o excesso de peso depende apenas da força de vontade do paciente? Apesar de todos nós sabermos que a mudança de estilo de vida é a chave para um emagrecimento saudável, muitos pacientes não conseguem adotar esta mudança por completo e de maneira definitiva e se frustram com os resultados. Citamos a seguir alguns dos fatores que favorecem o excesso de peso e dificultam e muito o emagrecimento: obesidade de longa data, excesso de peso acentuado, compulsão por determinados alimentos “viciantes” (doces, refrigerantes, frituras, etc.), quadros ansiosos e depressivos que levam a uma ingesta alimentar de alívio ou compensatória, limitações motoras para prática de atividades físicas, influência ambiental negativa (exemplo: familiares, amigos e colegas obesos), falta de tempo para o preparo de refeições mais saudáveis e para exercícios físicos, etc. Isso sem contar outros fatores que atrapalham a perda de peso mesmo naqueles que procuram seguir tudo à risca, como fatores genéticos, sono inadequado, mudanças na flora intestinal, entre outros. E como abordar o excesso de peso nestes casos? O uso de medicamentos anti-obesidade deve sim ser considerado em várias destas situações, já que é uma doença que pode trazer complicações futuras, algumas potencialmente fatais. Porém, nenhuma destas medicações é milagrosa e é preciso que o paciente não perca o foco nas mudanças de estilo de vida, somente assim o excesso de peso será resolvido definitivamente. Remédios isoladamente também não surtem efeito! Além disto, sempre existe o risco de efeitos adversos e pode haver contraindicações a um ou mais fármacos a depender de doenças associadas que a pessoa apresenta. E aí entramos em um outro ponto polêmico. Por que tantas pessoas usam estas medicações, perdem peso e depois engordam novamente e nunca saem do famoso “efeito sanfona”? Mesmo com o uso destes medicamentos, perder peso por si próprio não é algo simples e exige um comprometimento de longo prazo dos pacientes. O processo de emagrecimento passa por duas fases: de indução de perda de peso e de manutenção do novo peso. É comum vermos pacientes abandonarem o uso da medicação logo no início do tratamento, seja pela falsa crença de que medicações devem ser utilizadas pelo menor tempo possível ou mesmo pela perda da motivação inicial, que levam os mesmo a esquecerem de usar as medicações regularmente, faltam nas consultas e não renovam a receita médica, deixam de usar as medicações nos finais de semana e nas férias entre outros. O desmame destas medicações é gradual e deve ser feito preferencialmente ao longo da fase de manutenção. É como se o organismo necessitasse de um certo período para se adaptar ao novo peso e a nova rotina de vida. E mesmo assim, o risco de reganho de peso nunca será totalmente eliminado, é preciso vigilância constante. Portanto, o uso de medicações para o tratamento do excesso de peso pode ser uma boa ideia, mas nunca deve ser feito fora de um contexto de mudança de estilo de vida, de maneira indiscriminada, sem acompanhamento médico e motivado apenas por perdas mínimas e estéticas. Gostou deste artigo? Clique aqui e receba mais informações e dicas de saúde em endocrinologia.

Vitamina D: Por que é tão importante ?

Nos últimos anos a Vitamina D ganhou um papel de destaque jamais visto. Atualmente existe uma ampla variedade de marcas e dosagens de suplementos desta vitamina à disposição nas farmácias, além de uma maior disponibilidade de ensaios laboratoriais para a dosagem da mesma (25OH Vitamina D, ainda relativamente cara). Muitos pacientes, inclusive, pedem aos médicos que incluam sua dosagem nos exames de rotina. Quais os reais benefícios da Vitamina D, hoje considerada um hormônio por alguns endocrinologistas? O principal e mais conhecido papel da Vitamina D está relacionado ao Metabolismo do Cálcio e Ósseo. Através dela há um aumento na capacidade de absorção intestinal do cálcio, seja na forma presente na dieta ou em suplementos. O cálcio é fundamental no processo de mineralização óssea e auxilia na prevenção de doenças como a Osteoporose, o Raquitismo e a Osteomalácia, além de auxiliar em diversas funções do organismo, como contração muscular, condução de impulsos nervosos, etc. A Vitamina D também age diretamente sobre os músculos, melhorando sua função e prevenindo quadros de fraqueza, miopatia e quedas e esse ganho é mais notável em idosos. Outros benefícios da Vitamina D divulgados em diferentes mídias como prevenção do Diabetes, alguns tipos de Câncer, Depressão, diminuição no risco de Doenças Cardiovasculares e Doenças Autoimunes, ainda carecem de uma evidência científica mais consistente, entretanto estudos preliminares a respeito de alguns destes tópicos mostraram-se promissores. Portanto, aguardemos por novidades nesta área. E como faço para manter níveis adequados de Vitamina D? O principal meio de se obter esta vitamina é através da exposição solar, mais especificamente através dos raios UVB, que estimularão a síntese cutânea da mesma. Dependendo do tipo de pele, recomenda-se banho de sol de 15 a 60 minutos ao dia, com ao menos 25% a 50% da superfície corporal exposta (vestindo shorts e camiseta de manga curta, por exemplo). Recomenda-se, entretanto, que esta exposição seja longe do horário de pico de incidência dos raios UVB, antes das 10 horas da manhã e após às 16 horas, para minimizar os riscos de desenvolver Câncer de Pele. Devido ao estilo de vida urbano em que é muito comum passarmos horas em ambientes fechados e muitas vezes usando roupas que cobrem quase todo o corpo, nem sempre recebemos quantidades suficientes de luz solar e o que se observa nos dias de hoje é uma verdadeira epidemia de insuficiência ou deficiência de Vitamina D. Nestes casos, incentivamos aumentar o consumo de alimentos ricos em Vitamina D, como peixes gordurosos (atum, salmão, truta, etc.), gema de ovo, óleo de fígado de bacalhau, cogumelos, laticínios enriquecidos e cereais. Suplementos de Vitamina D podem ser necessários nos casos em que apesar das medidas acima citadas seus níveis permanecem baixos e em populações de risco para falta desta vitamina como idosos, pacientes acamados por longo período, portadores de alguma contraindicação formal à exposição solar, etc. A prescrição de tais suplementos, bem como a indicação de dosagens laboratoriais de Vitamina D, devem sempre ser indicados e acompanhados por um médico. Gostou deste artigo? Clique aqui e receba mais informações e dicas de saúde em endocrinologia.